sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vem aí a 2ª Confraria Brasileira de Tarot.

O lançamento oficial da Confraria foi realizado no dia 25 de Maio de 2012, exatamente no Dia Mundial do Tarô. Agora, estamos todos em contagem regressiva para iniciar a  Confraria Brasileira de Tarot, que será realizada nos dias 6, 7 e 8 de Julho de 2012, novamente no espaço Faces da Lua. A Confraria é um projeto muito bem direcionado e organizado por Edu Scarfon e Pietra diChiaro Luna. Se no ano passado a primeira confraria foi um sucesso gratificante, este ano promete novamente e muito mais. Por que promete muito mais? Simples! pois a grande homenageada será ninguém mais, ninguém menos que a majestosa Pamela Colman Smith. Sim! a artista responsável por pintar o Rider Waite Tarot (tem uma postagem especial sobre o deck Smith-Waite, aqui mesmo no TarotCabala, confira...). Além deste motivo óbvio, a empolgação, a vontade de realização, o empenho, o público e todos os parceiros engajados no projeto irão simplesmente colaborar e promover este maravilhoso evento em prol do Tarô no Brasil em todas as suas vertentes com palestras, workshops, vivências, troca de experiência e claro, o convívio com muitos buscadores e dedicados ao Tarô.
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Abaixo, o banner de divulgação da Confraria Brasileira de Tarot.
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No ano passado, lá estava eu buscando conhecimento.
Neste ano, estarei lá para compartilhar conhecimento e claro, continuar buscando.
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Vou promover uma vivência de meditação com os arcanos maiores do Tarô e seus conselhos, baseados nos ensinamentos do Mestre Nei Naiff Esta vivência proporciona relaxamento físico, mental/emocional, espiritual e estado de "não mente" de todos os participantes. Com um arcano escolhido, iremos meditar sobre seu conselho, afim de formar uma egrégora de paz e serenidade para encontrar uma solução sobre uma questão de sua vida. Originada na tradição védica, a meditação transcendental consiste em atingir níveis cada vez mais refinados da mente até chegar à fonte dos pensamentos. Para mais detalhes, clique aqui e fique por dentro da programação completa.

A Confraria Brasileira de Tarot
no espaço Faces da Lua, Vila Mariana, São Paulo.

Rua Colônia da Glória, 414 – Vila Mariana – São Paulo
(paralela da Av. Lins de Vasconcellos).


Mais informações, visite o hotsite do evento:
http://www.facesdalua.com.br/confrariatarot

Contamos com sua presença.
Garanto que depois destes três maravilhosos dias, seu nível de conhecimento e sua vontade de buscar ainda mais será ampliada e recheada de novos saberes.

Fraternalmente.
Paz e Luz. 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Erudito...

... assim é o TarotCabala no prisma de quem entende do assunto.
Postagem "EU LEIO BLOG DE TARÔ" do site Amor, o Próprio. Confira clicando aqui.















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Gratidão à Priscilla Lhacer.

Fraternalmente.
Paz e Luz à todos.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Santa Joana D'Arc.

Joana D'Arc (1412-1431) foi uma heroína francesa da Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra. Foi beatificada em 1920 e hoje é a Santa Padroeira da França. Joana acreditou na voz e na ordem que ouvia e lhe encorajava expulsar os ingleses da França e coroar o legítimo rei Carlos VII. Com dezesseis anos viajou para Chinon. Chegando ao castelo foi interrogada por bispos e cardeais e ganhou a confiança de Carlos VII. Recebeu o título de chefe de guerra e liderando a tropa, durante três dias, com violentas investidas expulsou os ingleses na cidade de Orléans. Na Batalha de Compiègne perto de Paris, adversários franceses de Carlos VII conseguiram prender e entregar Joana aos ingleses. Julgada e condenada foi queimada em praça pública no dia 30 de maio, acusada de herege e feiticeira, por um tribunal eclesiástico.

Joana D'Arc nasceu no dia 6 de janeiro no vilarejo de Domrémy na França. Camponesa, filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée, teve quatro irmãos. Foi uma heroína francesa da Guerra dos Cem anos (1429-1450), entre a França e a Inglaterra. Foi beatificada em 1920 e hoje é a Santa Padroeira da França. Joana foi criada seguindo os princípios da fé católica e com 12 anos de idade, afirmava que o o arcanjo São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida, apareceram numa grande luz e a ordenou procurar o príncipe Carlos VII e libertar a cidade de Orléans.

Com dezessete anos viajou dez dias e dez noites e chegou ao Castelo na cidade de Chinon. Interrogada por bispos e cardeais acaba por convencer a todos. Joana ganha confiança de Carlos VII, que depressa entrega-lhe o título de chefe de guerra. Logo parte liderando a tropa e durante três dias, com violentas investidas consegue vencer os inimigos. Outra cidade importante Reims, também voltou ao poder dos franceses.

Carlos VII, agora reconhecido legítimo rei da França foi coroado e consagrado em 17 de julho de 1429, na Catedral de Reims. Diante disso reascenderam as esperanças dos franceses de libertar o país.

Os ingleses obtiveram em 1415, através de um tratado assinado em Troyes, metade do território francês, passando ao domínio de Henrique V, rei da Inglaterra. A outra metade francesa ficava sob o domínio de Carlos VI. Com sua morte, foi coroado o filho de Henrique V, um inglês. Para os franceses o rei seria Carlos VII, filho do falecido Carlos VI. A guerra iniciada em 1492, não se tratava de uma guerra entre dois povos constituídos em nações diferenciadas. Muitos ingleses eram normandos, ou seja, franceses que chegaram à Inglaterra com Guilherme o Conquistador; por outro lado, muitos franceses eram bretões, ou seja ingleses habitando há muito tempo o norte da França.

Na primavera de 1430, Joana retoma a campanha militar e tenta libertar a cidade de Compiègne, dominada pelos borgonheses, aliados dos ingleses. É presa em 23 de maio do mesmo ano e entregue aos ingleses cujo objetivo era que ela fosse julgada pela Santa Inquisição, o mais elevado tribunal da Igreja na França. O tribunal reuniu-se pela primeira vez em fevereiro de 1431, com a presença do Bispo, um partidário do Duque de Borgonha, aliado à Inglaterra. Seu julgamento foi uma verdadeira tortura, acusada de herege e feiticeira, depois de meses de julgamento é queimada viva, em 30 de maio.

Depois de 25 anos a Igreja reabre seu processo e Joana d'Arc é reabilitada de todas as acusações, torna-se a primeira heroína da nação francesa. 500 anos mais tarde, em 16 de maio de 1920, o papa Bento XV a proclama santa.
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Informações biográficas de Joana D'Arc:

Data do Nascimento: 06/01/1412
Data da Morte: 30/05/1431
Nasceu há 600 anos
Morreu aos 19 anos
Morreu há 581 anos
Filha de camponeses, se dizia inspirada por Deus. Contribuiu de forma decisiva, mudando o rumo da Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra. Em 30 de maio de 1431, os ingleses a condenaram à morte na fogueira, sob a acusação de bruxaria. No mesmo dia, em 1920, foi canonizada pela Igreja. 
CINEMA: JOANA D'ARC de Luc Besson
Título Original: The Messenger: The Story of Joan of Arc
Gênero: Drama
Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson e Andrew Birkin
Elenco: Milla Jovovich (Joana D'Arc), Dustin Hoffman (A Consciência)John Malkovich (Charles VII), Faye Dunaway (Yoland D'Aragon), Tchéky Karyo (Dunois) e outros.
 

imagens:
Wikipedia e Taroteca.
Tarô: GOLDEN TAROT

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Uso do Incenso.

Eu uso incenso devido aos efeitos que ele propicia no seu desenvolvimento místico, para fins de Meditação e Harmonização Cósmica.

Efeito Psicológico - Decorre do simbolismo do uso do incenso, isto é, a fumaça do incenso, envolando-se e desvanecendo-se no ar, é o símbolo da Ascensão da Consciência e sua Harmonização Cósmica. O simbolismo provém da interação, por analogia e sendo a Lei do Triângulo, entre o fato físico da fumaça se elevar, desaparecer no ar, o ideal e desejo do místico de elevação de sua consciência e harmonização no Plano Cósmico. Podemos também considerar o efeito psicológico do simbolismo do fogo, representado pela brasa do incenso.

O fogo representa e sugere luz e transmutação.
O efeito é o despertar desse ideal na mente do místico, propiciando o seu desenvolvimento. O fato de que isto seja feito habitualmente, sob forma de ritual, desencadeia instantaneamente aquele despertar.

Efeito Sensorial - É o mais evidente e consiste na sensação de consciência agradável provocada pela fragância do incenso. Trata-se então de um recurso dirigido ao sentido do olfato.

Efeito Psíquico - A vibração do incenso pode estimular as funções dos centros psíquicos, o que estimula o despertar mistico. E há o efeito do incenso no ambiente, modificando seu estado vibratório e tornando-o mais apropriado.

O importante é ter em mente que as ordens iniciáticas no qual sou membro, usam incenso para as finalidades "técnicas"acima citadas, e não por motivos de natureza supersticiosa. Como todos os demais recursos do desenvolvimento místico, o incenso é indispensável e ajuda muito, principalmente durante a fase inicial de aprendizagem, no estágio de neófito.

Com o passar do tempo, podemos dispensar esse recurso e entrar em estado de meditação e harmonização rapidamente em qualquer lugar. Para o místico desenvolvido, é sempre mais agradável e mais fácil fazer o seu trabalho com o uso de um incenso natural e de boa qualidade.

Em todas as minhas consultas ao Tarô, utilizo de incenso para formar uma egrégora de paz e serenidade para encontrar uma solução sobre uma questão de sua vida.

Ordem RosaCruz - AMORC.

Fraternalmente.
Paz e Luz.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

DIA MUNDIAL do TARÔ...

Vinte e cinco.
Mais um dia 25 que devo celebrar.
Desta vez não sou eu o aniversariante, mas sim, um dos meus instrumentos de estudo e trabalho. Vivência e meditação. Hoje é para celebrar o seu dia...

Dia mundial do TARÔ.


Um tanto quanto mística esta minha ligação, com a soma do sétimo arcano, O Carro!

Dia 25, o dia do triunfo. Da conquista, da vitória. Da determinação.
Durante toda sua jornada, o tarô passou de mãos em mãos. De cartomantes à iniciados...

Estudo e me aprofundo em seu misterioso percurso, simbologia e filosofia, do louco ao mundo.

Do mundo ao louco!
Assim este oráculo chegou em minhas mãos.
Não por acaso.

Milhares de anos de história, de estudo simbólico, de jogo de cartas, de tarô.

Mais que merecida uma homenagem, por tantas almas que este baralho ajudou a lapidar.
Quanto autoconhecimento, quanto conselho, quantas previsões e por que não intuições.
Oracular é assim, é isso!

Merecedor de toda homenagem e dedicação.

Reservar um só dia para algo, ou alguém que você mais estima é um fato único e profundo.
Hoje, meu dia fragmentado de diversos acontecimentos, conversas, trabalhos e muitos arcanos. Desta forma, neste dia 25 de Maio de 2012, vou celebrar o dia mundial do tarô, AGORA!
Estou apoiando esta iniciativa, assim como os verdadeiros buscadores e tarólogos.

Então, à todos desta egrégora tarológica...
Tarôs em mãos... se estão distantes, pensem em seus tarôs (que sei que não poucos), joguem, meditem, durmam com ele também. Nosso oráculo preferido merece permanecer ao nosso lado. O meu está comigo, sempre. No trabalho, no estudo e em casa.

Celebremos... Feliz Dia Mundial do Tarô!

Fraternalmente.
Paz e Luz.



quarta-feira, 23 de maio de 2012

De onde viemos?


Por que estamos aqui? Para onde iremos?

Toda pessoa reflexiva, de qualquer idade, alguma vez ponderou sobre estas questões. O ser humano tem pressuposto e sinceramente acreditado possuir um vínculo com o infinito, com uma mente superior. Acredita haver energias intangíveis, uma inteligência psíquica que liga à causa primeira de tudo. Além disso, o homem tem mostrado propensão a considerar a mente superior à matéria. Tem, em geral, contestado a noção de que a totalidade da mente humana seja um subproduto da matéria em movimento. O homem tornou-se capaz de empregar a mente para levar forças físicas da natureza a obedecer à sua vontade. A mente tornou-o causativo em seu mundo. Conseqüentemente, pareceu coerente ao ser humano que uma inteligência correspondente, porém superior, se encontrasse além de toda a realidade. Parecia ilógico que o Cosmo fosse desprovido desse poder de que o próprio homem tanto se orgulhava. Por conseguinte, o ser humano concluiu que uma Inteligência Infinita, que tudo criara, também o impregnaria. O homem estabeleceu idéias para si mesmo. Conduz seu organismo no sentido dessas idéias. Acredita que a Inteligência Infinita, Cósmica, deva também ter um propósito final superior em relação ao homem.

Porém, é difícil para este conciliar as experiências humanas com a crença num propósito divino. Não há caminhos bem definidos que conduzam a ideais concretas de felicidade. O caminho da vida é entremeado de eventos variados. Alguns abrigam o bem, outros, o mal. A sorte humana varia quase diariamente, como um cata-vento na tempestade. Milhões de homens e mulheres se têm lamuriado como o antigo filósofo Lucrécio, que dizia: “Por que trazem doenças, em sua passagem, as estações do ano? Por que a morte prematura em toda parte espreita? A criança recém-nascida enche o quarto de lamentos tristes. Bem o faz, que seu destino será andar pela vida através de numerosos infortúnios”.

Será o homem, afinal, apenas um produto de forças mecânicas do universo? Deve, ele, andar pela vida aos tropeções, tentando agarrar as saias do destino? Se há uma missão para seres como o homem, qual será? Ao buscar sua resposta, o homem busca a segurança. Necessita de uma certeza pessoal que lhe possibilite a paz de espírito. Há homens que passam pela vida como se fosse predeterminada, tal como uma bola de bilhar, rolando e desencadeando eventos à sua passagem. Esperando que em algum lugar do caminho sua bola caia na caçapa certa de jubilosa vitória na vida.  Não existem certezas Cósmicas, apenas possibilidades.

Existem fatores de miséria quanto de felicidade. Compete à mente humana determinar valores e relações corretas. Somos nós próprios que podemos responder a questão, “Por que estamos aqui?” A resposta está em nosso templo interior de acordo com as parábolas gnósticas do mestre Jesus, o Cristo: “Por que o reino, está dentro de vós” (Lucas, 17-21).

Todo iniciado, portanto, deve aprender a estabelecer um propósito sensato para sua vida. Este propósito depende do discernimento das relações que tem com o Cósmico, ou seu próprio conceito de Deus. Consiste também na descoberta dos vínculos que tem com as forças da natureza. Consiste, enfim, em aprender como estabelecer um relacionamento proveitoso com seus irmãos humanos.

O mais importante, e que deveria ser ponto de vista de todo ser humano, Deus, essa Mente Divina ou Cósmica, é sempre uma experiência pessoal transcendente e imanente, isto é, íntima. Ela assume aparência e característica de acordo com a mente finita do indivíduo. Não é possível uma definição que estabeleça a mesma configuração da consciência cósmica em todos os homens, porem, uma coisa parece ser fato. Devemos construir nosso templo interior, para irmos junto de Deus, na mesma perfeição de onde viemos.

Bibliografia
O Domínio da Vida
– Ordem RosaCruz – AMORC –  www.amorc.org.br

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Meditação Cabalística.

A combinação de letras sagradas em grupos de três deriva de um sistema muito poderoso denominado 72 nomes de Deus. Elas têm o poder de fazer a reestruturação de nossa alma. Poderíamos classificá-los como uma alta tecnologia espiritual . Por muitos séculos foram mantidas em segredo por um seleto grupo de sábios cabalistas, mas já era mais do que chegado o momento destas meditações serem acessadas por um grupo maior de pessoas

Da mesma maneira que H2O forma uma molécula de água e CO2 forma uma molécula de gás carbônico, a combinação destas letras em grupos de três gera um enorme poder energético. Da mesma maneira diferentes combinações irão gerar diferentes resultados

As meditações devem ser feitas da seguinte forma:

1. Feche os olhos durante um minuto e respire lentamente, esvaziando gradativamente os pensamentos que inicialmente podem estar incessantes.
2. Abra os olhos e contemple as letras por aproximadamente cinco minutos, respirando de forma profunda e relaxada. Visualize sempre o contorno branco em volta da letra.

É importante lembrar que você não precisa acreditar que estas meditações funcionam. Experimente por você mesmo. Dê a elas e a você apenas um voto de confiança. Injete o desejo de receber e o desejo de compartilhar.

O resultado virá naturalmente.
Paz e Luz.

Fraternalmente.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Tarô de Marilyn Manson.

"Revirando meus antigos discos compactos, que vivia comprando em minha adolescência, encontrei uma preciosidade de rara arte e o mais estranho, o encarte desta obra é de uma das mais polêmicas bandas de rock industrial e metal que acredito ja ter passado na face da terra."
Falo de Marilyn Manson, (nome artístico de Brian Hugh Warner; nascido em Canton, no dia 5 de janeiro de 1969) é um músico americano, líder e vocalista de uma banda epônima de metal industrial, conhecido por sua personalidade escandalosa.

Seu nome artístico foi formado a partir dos nomes Marilyn Monroe e Charles Manson, mostrando o que ele considerava o último e mais perturbante dualismo da cultura estadunidense. Marilyn Manson além de músico também é pintor e já fez diversas pontas como ator em alguns filmes além de dirigir Curta-metragens.

Sim! este é o antigo e eterno AntiCristo Superstar.
Gosto de som pesado também, e este maluco na época, contagiava muita tribo.

No ano 2000, Marilyn Manson lançou um álbum intitulado:
Holly Wood ( In the Shadow os the Valley of Death).

O disco é um som pesado, muitas vezes sintetizado e seu encarte possui uma direção de arte e fotografia impecáveis (no meu ponto de vista, por mais bizarro que muitos olhos possam julgar). Por ser bem eclético, resolvi escutar novamente hits como Disposable Teens... The Love Song... President Dead... Born Again... entre outros.

E foi aqui que encontrei uma preciosidade de rara arte, e o melhor, relacionando com arcanos do Tarô, por este motivo, o título desta postagem é:

O "TARÔ" DE MARILYN MANSON.

Começando com o arcano 13, A MORTE...
... e o símbolo do ceifador é o próprio Brian Hugh Warner, que aparece sem suas pernas.


O Baixista Twiggy Ramirez, interpretando a Papisa. PERFEITO!


Abaixo, o Baterista Ginger Fish como a Justiça.
Detalhe para a bandeira norte americana de cabeça para baixo, como se fosse o Enforcado, que poderia muito bem ter esta lâmina neste tarô surreal.


O guitarrista da época era Jonh 5 como o Louco.


Obviamente, que Marilyn Manson iria incorporar o Eremita.


O Imperador, ficou a caráter do tecladista Madonna Wayne Gacy.


Ainda temos a lâmina do Diabo, sem nenhum integrante da banda como símbolo.
Porem, esta na minha opinião é a lâmina com melhor arte e simbologia.
Quem seriam estas duas crianças? Pois o Baphomet, tem torso de Marilyn Manson.
E um avental para baixo, reparem.


Para finalizar, o superstar, aparece novamente, na pele dO Mago, Marilyn Manson.


O encarte de Holly Wood ( In the Shadow os the Valley of Death), conta com alguns arcanos. Como em quase todos os seus encartes, Marilyn Manson, é um artista, interprete e compositor, na minha opinião, conseguiu reunir uma direção de arte mesclada com símbolos sombrios, ocultos e muitas vezes sem nexo, mas sem perder a "ideia simbólica", onde sabemos que Eremita, sempre é o Ermitão. Independe de arte.

Isso é sensibilidade.
Isso é arte.... sim! por que não ?

Por mais estranho que possa ser. Podemos dizer que ainda faltam algumas lâminas a serem desenhadas para enfim termos um Tarô de Marilyn Manson nas mãos.

Mas enquanto isso, podemos nos deliciar com estas artes, que constam no encarte do álbum.

Faixas do Disco. HOLLY WOOD ( In the Shadow os the Valley of Death)

A: In the Shadow

  1. "GodEatGod" – 2:34 (Manson)
  2. "The Love Song" – 3:16 (Twiggy Ramirez, John 5)
  3. "The Fight Song" – 2:55 (5)
  4. "Disposable Teens" – 3:01 (5, Ramirez)

D: The Androgyne

  1. "Target Audience (Narcissus Narcosis)" – 4:18 (Ramirez, 5)
  2. ""President Dead"" – 3:13 (Ramirez, 5, Madonna Wayne Gacy)
  3. "In the Shadow of the Valley of Death" – 4:09 (Ramirez, 5)
  4. "Cruci-Fiction in Space" – 4:56 (Ramirez, 5, Gacy)
  5. "A Place in the Dirt" – 3:37 (5)

A: Of Red Earth

  1. "The Nobodies" – 3:35 (5, Manson)
  2. "The Death Song" – 3:29 (5, Manson)
  3. "Lamb of God" – 4:39 (Ramirez)
  4. "Born Again" – 3:20 (Ramirez, 5)
  5. "Burning Flag" – 3:21 (Ramirez, 5)

M: The Fallen

  1. "Coma Black A) Eden eye B) Apple of discord" – 5:58 (Manson, 5, Ramirez)
  2. "Valentine's Day" – 3:31 (Ramirez, Manson)
  3. "The Fall of Adam" – 2:34 (Ramirez, 5)
  4. "King Kill 33°" – 2:18 (Ramirez)
  5. "Count to Six and Die" – 3:24 (5)

Faixas Bónus

  1. "The Nobodies" (Acoustic Version) – 3:35 (Japão / Reino Unido bonus track) (5, Manson)
  2. "Mechanical Animals" (Live) – 4:41 (Japão bonus track)
Mais informações a respeito da banda.

Site Oficial: http://marilynmanson.com 
Site Oficial Brasileiro: http://www.marilynmanson.com.br

Fraternalmente.
Paz e Luz.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

9a. Convenção de Magos e Bruxas de Paranapiacaba

Lá estava eu.
No dia 05.05.2012. Data curiosa.
Ao lado de nada mais, nada menos que Vera Christina e Leo Dias.
Da Luz, fomos em busca da Luz.
De trem... viajamos.
Juntos, rimos e conversamos.
Foram conselhos, tapas nas orelhas.
Palestra, Workshop... seja lá o que for.
O importante foi volta a sala de aula.
E ainda mais importante, falar agora de Tarô, não de propaganda.
Lá estava Pietra diChiaro Luna, organizando e zelando pelo nome do mestre Nei Naiff.
Drika Lopes falou dos Arcanos Maiores.
Priscilla Lhacer com maestria falou dos arcanos menores e ainda ainda troxe muitos tarôs.
Não pensei duas vezes.
Por Amor Próprio, comprei:
Tarot de Marseille de Jodorowsky... Camoin. Magnífico. Meu primeiro e verdadeiro, Tarô de Marselha.
Tarot de Cagliostro... A Sabedoria Triunfante. Magnífico e Perfeito.
e por fim... Ancient Tarot Lombardy... ele me abraçou num piscar de olhos!
Que direção de arte, tem este Tarô. Estou encantado.
Voltando...
Teve muitos Diálogos de Tarô...
Acabei contando minhas experiências como tarólogo, em minhas consultas.
Uma troca de energia muito profunda.
Primeira experiência, a gente nunca esquece e registra.

Paranapiacaba, dia 05 de Maio de 2012.
Lua Cheia em Touro...
ERA WESAK...
Tive o privilégio de apreciar sua abundância e prosperidade...
Em um local místico, ao lado de pessoas místicas.











A egrégora era divina. Valeu cada segundo.
Que fiz o possivel para registrar em fotos e aqui postar.

 
 Pare! O Trem vai passar.

 Igreja Matriz de Paranapiacaba.

 Cores e efeitos da cidade.

 Trem Abandonado.
 Casebres, lindos.

 Meu workshop, sobre como é uma consulta de Tarô.
Além disso, eu também estava protegido.
 
Neste bag vermelha com mandala dourada, estava guardado e energizado...
... meu Smith-Waite Tarô e claro, meu moleskine de anotações, estudos e consultas.
( Foto feita por Pietra diChiaro Luna )

As três colunas que vi. Força, Sabedoria e Beleza.
Parece trilhos de um trem fantasma, não? rsrsrs...

Lua Cheia em Touro.. WESAK
Fraternalmente.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cabala Instantânea.


O que você faz enquanto espera por algo? O que faz nos seus tempos livres? Escuta música? Lê revistas? Reclama da vida? Reclama do tempo desperdiçado? Pensa no futuro de seus filhos? Pensa em algum trabalho que poderia estar fazendo? Faz planos para a sua vida?Adianta o seu trabalho? Ou talvez você simplesmente não faça nada e fique olhando contemplando as manchas nas paredes.

E quanto ficamos presos em algum lugar? Um consultório médico, uma repartição pública, a fila de um banco ou qualquer lugar onde temos que ficar esperando por algo. Você observa as pessoas a sua volta? Escuta as conversas alheias? Lê revistas velhas? Tanta puxar assunto com alguém à sua frente? Reclama?

O tempo vai passando e aos poucos você vai ficando mais e mais furioso, reativo ou frustrado. Os minutos vão, os minutos passam, e o que você faz? Simplesmente nada?

Algumas vezes usamos bem o tempo, outras vezes não. Mas o tempo de uma espera não precisa ser um tempo desperdiçado, um tempo vazio – ou mesmo um tempo para gerar mais reatividade na sua vida. Pois, saiba que existe uma forma de transformar o seu tempo em tempo cabalista.

Leia um salmo, pois cada capítulo é como uma onda de energia que reverbera pelo universo e no espaço à sua volta. Não desperdice seu tempo, transforme seu tempo em Shefá (Influxo Divino) que seja capaz de ser emanado para toda a humanidade. Contemple os 72 Ruchot Elohim (Sopros de Elohim) e sinta que a Luz lhe utiliza como recipiente para que você se torne um emanador para toda a humanidade, uma “pilha” capaz de energizar todo o ambiente à sua volta.

Este é o verdadeiro sentido de amar ao próximo como a ti mesmo. Significa não transformar a nossa espiritualidade em uma “espiritualidade de conveniência”, significa não institucionalizar o caminho espiritual.

Isso é a verdadeira Cabalá Instantânea. E desta forma, cada cabalista transforma-se em receptor para receber e compartilhar Luz Infinita. Torna-se uma emanação espiritual. Portanto, use bem o seu tempo de espera para não esperar e ao invés de reclamar sinta-se fazendo algo realmente útil para a humanidade. Lembre-se, o mundo corresponde a forma como pensamos o mundo. Mude o seu pensamento – a dizer a sua consciência e desta forma você estará mudando o mundo.

Lech LeShalom

domingo, 15 de abril de 2012

Ana Beko'ach

Durante séculos, a oração mais poderosa permaneceu perdida e inutilizada. Reintroduzida por Rav Berg, ela foi revelada para ser construída sobre uma sequência de 42 letras que estão codificadas dentro das primeiras 42 letras do Livro de Gênesis.

O Rav ensina que essas 7 sequências de combinação de letras nos leva ao momento da Criação. Usando-as, voltamos ao estado primordial que ocupamos na Criação – antes que doenças, estresse, caos, e negatividade tomassem lugar nesse mundo.

(Façamos também diáriamente a oração mais forte do UNIVERSO)

AMOR e LUZ
Fraternalmente.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Poder da Palavra.


Tanto as palavras que proferimos como as que pensamos ficam gravadas num mundo sutil, e têm o poder de influenciar profundamente a nossa vida presente e futura.

O uso da palavra define o ser humano. Raramente, num instante de meditação, ficamos livres do pensamento. Uma das nossas características centrais é que falamos quase o tempo todo, não apenas com palavras físicas, mas também mentalmente. Quando não dizemos nada para os outros, estamos dizendo coisas para nós próprios. Quando não escutamos alguém, ouvimos dentro de nós a voz interior das esperanças e anseios que habitam nosso universo pessoal.

A fala, é muito mais do que um mero som ou uma seqüência lógica de pensamentos. É uma corrente magnética cheia de vida. Para o cachorro, a voz do dono desperta devoção e um sentido natural de obediência. Para a criança pequena, a voz da mãe dá tranqüilidade e a faz dormir. Para aquele que busca compreender a si mesmo, a voz da consciência é seu grande mestre.

A filosofia esotérica ensina que o mundo físico, com suas três dimensões, é rodeado por um universo invisível, eletromagnético e transcendente. Nessa quarta dimensão, as distâncias físicas não têm importância. Esse mundo sutil é conhecido como luz astral. Nele estão registradas as imagens de todas as coisas que passaram e as sementes das coisas que virão. É um espaço-tempo diferente, que rodeia e também interpenetra o nosso pobre mundo tridimensional. Ali as coisas podem deslocar-se na velocidade do pensamento.

Esse mundo oculto é influenciado decisivamente pela palavra. “No início era o verbo”, diz a Bíblia (João,1:1). E o verbo ainda hoje cria o universo humano. Todos os dias, pela manhã, reinventamos a vida. É sempre aqui e agora que criamos o nosso destino futuro, através das palavras que dizemos para nós próprios e para os outros. Cada pensamento e cada som é um mantra, porque detém um poder mágico de influenciar a vida de modo profundo. Eliphas Levi escreveu: “As vibrações da voz modificam o movimento da luz astral e são veículos poderosos do magnetismo”. (1) As vibrações do pensamento que não é falado têm o mesmo efeito.

O poder da palavra é enorme, portanto. Ela salva e condena, ilumina e causa escuridão, faz adoecer, cura e dá esperança. O pensamento correto leva à palavra e à ação correta, e disso surge a felicidade. Está escrito em “Provérbios”, um texto bíblico que transmite grande sabedoria:

“Uma resposta branda aplaca a raiva, uma palavra agressiva atiça a cólera. A língua dos sábios torna o conhecimento agradável, a boca dos insensatos destila ignorância. Em todo lugar os olhos de Deus estão vigiando os maus e os bons. A língua suave é árvore da vida, mas a língua perversa quebra o coração. (...) Os lábios dos sábios espalham conhecimento, mas o coração dos insensatos não é assim.” E poucas linhas mais adiante: “Abominação para Deus são os pensamentos maus, mas as palavras benevolentes são puras.” (2)

A palavra é a unidade básica do pensamento e da fala, e sempre chega ao seu destino. Ela produz um efeito eletromagnético, independentemente de nós sabermos ou desejarmos isso. Mas a parte principal do seu efeito se volta para nós próprios. As palavras que dizemos ficam gravadas em nosso inconsciente e se misturam ao nosso destino. Esta é uma lei inevitável, e por isso nossa vida é, de fato, resultado do nosso pensamento.

Uma das escrituras do budismo, ensina:

“Tudo o que somos hoje é resultado do que temos pensado. O que pensamos hoje é o que seremos amanhã: nossa vida é uma criação da nossa mente. Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento o acompanha como a roda segue a pata do boi que puxa a carreta. (...) Se um homem fala ou age com a mente pura, a felicidade o acompanha como sua sombra inseparável.” (3)

O Novo Testamento (Tiago, 3:2-3) afirma: “Aquele que não tropeça ao falar é realmente um homem perfeito, capaz de refrear todo seu corpo. Quando colocamos um freio na boca dos cavalos, a fim de que nos obedeçam, conseguimos dirigir todo seu corpo.”

Assim como a cabeça do cavalo, a palavra vai na frente, abre caminho e define as linhas pelas quais o futuro será construído. 


Bibliografia

(1) A Chave dos Grandes Mistérios, de Eliphas Levi, Ed. Pensamento, SP, p. 111.
(2) Provérbios, 15, 1-7, e também 15:26 no Antigo Testamento.
(3) Dhammapada, Caminho da Lei, tradução e adaptação de Georges da Silva, Ed. Pensamento, SP, p. 19.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Nosso "EU".

O nosso "Eu" é sentido dentro de nós ao nível do despertar do “ponto no coração”. O "Eu" é o começo do ser humano em nós, a parte que é capaz de distinguir entre mim e o meu desejo, do animal que realiza esse desejo.


O homem é a força do criticismo, a força examinadora que se coloca de lado e se julga a si mesmo: quem sou eu?, o que sou eu?, de que é que sou feito?, o que me faz funcionar?, para que trabalho?, trabalho conscientemente e talvez automaticamente?, inconscientemente e sem auto-crítica?

Muitos métodos falam da mesma forma, a diferença é que nós dividimos todos estes elementos e, mais tarde, reunimo-los com o grupo e a Luz que reforma. E, embora o grupo seja um elemento que existe em muitos outros métodos, a pergunta é o que queremos dele? Como conectá-lo? Para que propósito é que o conecto? Como trabalho nele acima do meu ego, de modo a encontrar acima dele a fonte?

E há também a Luz que reforma, que para começar opera em nós e nos desperta antes mesmo de sermos capazes de desenhar de uma forma selectiva e analítica durante o estudo. Em suma, trata-se de desmontar os dados que existem dentro de nós - entender cada dado, e remontá-los de volta, mas de forma diferente.

A principal diferença é quem vem primeiro - a razão, ou a fé acima da razão, Eu ou o Criador? E aqui temos de manter o Aviut (grosseria), que aumentou em nós sem se anular, e acima disto ligarmo-nos à conecção com o Criador. Na verdade, é ao exame da criação aos seus componentes e à sua montagem correcta que se resume todo o nosso trabalho.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Louco

"Se o homem partisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio"
(William Blake)

O Louco
A Criança Interior. A pura inconsciência. Entendemos tudo que ocorre, mas estamos deslumbrados com o mundo e com o nosso próprio Eu. Então, queremos partir para uma vida melhor, mas nos falta inteligência e atiramos para todos os lados sem um alvo certo, sem nos preocuparmos com o que pode acontecer. Aqui temos uma energia sem limites, e perambulamos, incansáveis, pelo universo sem nenhuma finalidade especifica.


O Louco significa o início de uma busca que muitas vezes ele ainda não iniciou. No entanto existe em seu ser o ideal de buscar alguma coisa, que até mesmo muitas vezes nem ele próprio pode saber o que é, ou do que se trata.
 
Ele, se fôssemos associá-lo a uma passagem Bíblica, representaria aquele momento antes da criação do mundo, onde todos os elementos que serão necessários para a composição do planeta estão dispersos e precisam ser ordenados por alguém, o que só acontecerá no primeiro arcano - O Mago – que dentre seus vários significados, simboliza a própria Divindade que somos, da qual viemos e  para onde retornaremos. Divindade esta que ordenou tudo que estava desordenado e caótico, colocando-nos depois no mundo para que mantivéssemos a ordem pré-estabelecida, mantendo viva neste planeta a chama do Ideal de Perfeição Daquele que nos gerou. Só que alguma coisa saiu errado...
 
Depois de algum tempo encarnados aqui, alguns de nós esqueceram-se do que haviam aprendido antes de encarnar, no sentido de perpetuarmos sempre a Evolução em pról de nossa existência e da existência de nossos semelhantes. Começou-se a reverenciada que é justamente o ego do ser humano, mas aquele ego no sentido bem egoísta mesmo sabe? 
 
Passados alguns milênios acabamos perdendo a consciência dos Magos que somos, A consciência do ‘’EU SOU O QUE SOU’’. Consequentemente esquecemos de trabalhar junto ao nosso Pai, como  co-Criadores da sua obra que somos todos nós.
 
O Universo, o Rei Angelical, o planeta Terra, os reinos dos seres elementais, os reinos da natureza, e tudo mais que o Pai havia estabelecido, mantiveram-se em seu estágio de evolução natural, porque nestes reinos cada ser, seja ele físico ou não, se ocupa de fazer unicamente o que é em Essência, jamais deixando que seu ego tome a chefia colocando-se acima da missão de vida para qual foi destinado. Nestes reinos citados existe uma dinâmica evolução, mas sem a estúpida e egóica rebelião...
 
Já com o reino dos homens, poderíamos dizer que quando passamos a evidenciar o nosso ego, desprovidos de todo e qualquer tipo de Consciência Elevada, não porque não a possuíssemos, mas porque nosso ego criava ilusões constantes para que nos afastássemos dela, perdemos totalmente a Consciência de Magos que somos, sendo agora necessário e urgente recuperar o poder que se perdeu. Tornamo-nos os Loucos, palhaços e bufões de nossas próprias egoicas ilusões.
 
Assim sendo, o Louco é a criança que está prestes a encarnar. Ele é o profano a bater nas portas das Ordens Secretas em busca de uma iniciação que nada mais é que um ritual de Morte e Renascimento, para que assassinado o seu ego, ele possa reencontrar a Luz que esteve por tanto tempo afastada de sua existência. E todo aquele que mesmo estando disperso, não sabendo o que fazer e muito menos que caminho seguir, mas que em seu intimo possuir A VONTADE renascerá e será O INICIADO
 
O iniciado é aquele que ‘’inicia’’ algo dentro de um determinado caminho. Quando se é iniciado, passa-se de loucura ilusória gerada pelo nosso ego para a condição de Mago guiado pela Luz de nossa Essência.
 
Deus Pai, o Todo Poderoso Criador dos Céus e da Terra, a quem também costumo reverenciar pelo nome de O Grande Arquiteto do Universo, em sua infinita Bondade, Misericórdia e Sabedoria, deu a todos os homens a chance de reencontrá-lo como Divindade Perdida em Nós mesmos, esperando apenas ser despertada novamente. Para isso ele permitiu que alguns dos seus filhos, os que mais trabalhavam em sua busca, se convertessem em Mestres, que seriam nada mais do que ele manifestado sobre a face da terra. Estes mestres seriam os exemplos a serem seguidos, a fim de que pudéssemos despertar a Maestria em nós, retornando depois de um certo tempo de serviços prestados a favor da Evolução para a Casa do Pai.  
 
O Louco que em verdade somos nós mesmos, representa o momento mágico que antecede o inicio de uma jornada, onde infinitas são as possibilidades de sucesso e de fracasso, bem como infinito também  é o nosso potencial, embora ainda um tanto o quanto sem forma definida a nível de aplicação na grande jornada que nos aguarda.
 
Com o passar dos tempos, de acordo com a maneira pela qual o Louco percorreu a sua senda representada pelos 21 Arcanos Maiores do Tarot, colherá no final da mesma os frutos a que tiver direito, e nada mais nada menos do que o que lhe couber por direito.

Todos nós ao encarnar somos vitoriosos e fracassados, senhores e escravos, gênios e medíocres, pessimistas e otimistas e assim por diante. Agora, o que seremos ao desencanar, dependerá única e exclusivamente do quão Loucos fomos apostando em nós ou não, e acima de tudo o quanto permitimos que a vontade Dele se manifestasse através de nós enquanto estávamos aqui encarnados.

Os símbolos que compõem o Arcano do Louco


As vestes multicoloridas do Louco, representam os nossos inúmeros potenciais de criatividade que estão ao nosso dispor em nosso dia-a-dia, esperando serem despertados e utilizados para pintar um belo quadro, quem sabe a respeito de nós mesmos ou de nossa própria vida.
 
A Sacola que o louco porta em seu ombro sustentada por um bastão seria a nossa mente subconsciente que muita vezes tememos, embora sem saber o que ela contém. Seria a bagagem. Aquilo que trazemos em nosso âmago, de melhor e de pior, as vezes até mesmo de outras vidas e que necessita ser profundamente analisado se almejamos realmente atingir o autoconheci-mento e consequentemente o domínio da vida.
 
O Abismo representa o desconhecido, sempre convidando-nos a nos lançar nele. Os vales verdejantes e paradisíacos lá embaixo, são o premio destinado a todos aqueles que pelo menos uma vez em suas vidas ousam com pureza e sinceridade de coração se lançar em direção a algo que seja realmente novo e jamais tenha sido tentado até então. Não importa se atingiremos estes vales, verdadeiros Oásis de paz e tranquilidade, mas, sim regozijarmo-nos com o decorrer da jornada até eles, pois é aí que com toda a certeza se dará o nosso maior crescimento. Assim sendo. Ousemos! 
 
As nuvens no canto superior esquerdo do arcano, para onde está voltado o olhar do jovem, representam o plano elevado onde situam-se os verdadeiros ideais e ambições, que valem a pena serem perseguidos e jamais esquecidos, como aconteceu com o passar dos anos, quando deixamos de acreditar em nós mesmos no sentido do quão capazes somos, quando realmente nos propomos a fazer alguma coisa. 
 
O cão a morder a perna do Louco, pode representar o último resquício de consciência que ainda mantém o rapaz com o pés no chão. Alguns costumam dizer de maneira mais popular que o cachorro representa um amigo tentando alertar o Louco, ou consulente em questão, sobre um perigo iminente, ou um amigo falso tentando empurra-lo abismo abaixo.
Versões eruditas ou populares á parte, a grande verdade é que este cão indica que temos que sonhar como Loucos, mas nossos pés tem que estar bem firmes no chão, a fim de que não nos tornemos vitimas de nossas próprias ilusões. Egóicas ilusões...
 
Significado do misterioso Arcano sem número

 
Quando olhamos para o arcano do Louco pela primeira vez, o primeiro sentimento que nos vem a mente é o de apreensão, ou no mínimo curiosidade, pois parece a primeira vista que o Louco esta prestes a se lançar no abismo, tendo em vista a maneira displicente pela qual ele caminha em direção ao mesmo. Caso isso ocorra, devido a grande altura que ele se encontra, a queda resultará em uma terrível fatalidade, prognosticando até mesmo a morte do rapaz. Alguns tarólogos ainda sem muita experiência, muitas vezes chegam a julgar este arcano de maneira negativa, crendo que ele represente até mesmo algum tipo de queda na vida da pessoa para quem se interpreta o Oráculo...
 
O Louco quando analisado de maneira superficial e desprovida de profundidade,  até poderia de certa maneira ser o fiel representante dos temores do paragrafo acima. No entanto, para que possamos compreender este arcano temos que nos ater á história dos três Caminhos, que é a seguinte:
 
Em primeiro lugar, entendamos que de certa maneira O Louco representaria quase a totalidade da humanidade, incluindo eu e até mesmo você querido leitor. Sim! Você!
 
Isto se deve ao fato de que todos nós em algum momento de nossas vidas, ou até mesmo dentro de nosso dia-a-dia, temos que lidar com, ou estamos percorrendo, um dos três Caminhos do misterioso arcano sem número.
 
O primeiro caminho é conhecido pelo nome de ‘’ o caminho do abismo’’, e representa aquele momento na vida da pessoa em que ela quer, literalmente falando, saltar em direção ao novo. Só que este salto não é um salto ás cegas movido por uma impulsividade estúpida e injustificada. 
 
O Louco, do topo do abismo em que se encontra, avistou lá em baixo um ideal, ou objetivo de vida, o qual ele sente no âmago de seu ser, que vale a pena  ser perseguido. Tendo avistado o alvo a ser atingido e confiando em seu potencial de realização, ele se lança para frente num salto corajoso em direção ao novo. Este salto representa aquele ponto limite em nossa existência, onde não aguentamos mais uma situação em nossas vidas, uma pessoa, o nosso emprego, a nossa moradia, ou qualquer coisa do tipo. De repente e de certa maneira sem ser pedido, manifesta-se em nossa senda uma oportunidade de evoluir, crescer e poder ter novamente confiança no futuro. Então entregamo-nos á dança, abrimos o nosso coração e lançamo-nos em direção ao novo, porque afinal de contas, o que é a vida sem alguns riscos de vez em quando, ainda mais quando estamos infelizes com uma determinada situação e manifesta-se na nossa frente uma saída para nosso problema? Por que não tentar? Por que não ousar? Por que não saltar e continuar acreditando que as boas oportunidades, e por assim dizer ‘’ os milagres’’, são unicamente para os outros e nunca mas para nós? Por que ?
Como segundo caminho temos o chamado ‘’ caminho da Fé’’, e ao mesmo tempo em que todas as pessoas podem percorrê-lo, este seguramente não é um caminho para todas as pessoas. Porque Fé parece que hoje em dia é algo cada vez mais difícil do ser humano possuir, nem que seja a fé nele mesmo, sendo este o motivo de tão poucas pessoas percorrem o segundo caminho do arcano sem número.
 
Neste caminho o Louco chega a beira do abismo. Mas na verdade este rapaz que se traja com as roupas de um bufão medieval, de louco não tem nada, constituindo estas vestes apenas um disfarce, sob o qual ele oculta a sua verdadeira identidade de mago (que diga-se de passagem, é o que todos nós sem exceções, realmente somos), não deixando que saibam quem ele francamente é.
 
O jovem contempla o abismo diante de si, mas muito mais importante do que o abismo para este jovem Mago, são as nuvens.
 
- É lá que estão os meus ideais – pensa ele consigo mesmo. – Lá! É justamente lá que preciso chegar para atingir o que realmente eu quero e que é meu por direito, como Filho de Deus que Eu sou!
 
Assim sendo, imbuído por está confiança interna, também chamada de Fé, ele movimenta o pé no sentido de dar o próximo passo, e incrivelmente o pé repousa tranquilamente como que apoiado no ar, de maneira que ao observarmos o jovem poderíamos pressupor que houvesse um degrau invisível ali. Para a nossa surpresa, e causando-nos um espanto ainda maior, o rapaz retira o pé que estava apoiando na terra e paira sustentado como que por uma força invisível em pleno ar. Isso já seria o suficiente para nos convencer a respeito de sua natureza mágica, mas ele continua a caminhar no vazio elevando-se cada vez mais em direção ás nuvens, até desaparecer em meio a elas encontrando por fim o seu El Dorado. E o mais bonito desta história é que este jovem andarilho do vazio, capaz de se elevar acima dos abismos da descrença e da falta de fé, habita dentro de cada um de nós, esperando ser despertado.

O caminho da Fé é o caminho das pessoas comuns. Pessoas que encontramos em nosso dia-a-dia, nas mais diversas situações, momentos e lugares. 
 
São pessoas  que sonham, almejam, acertam, erram, frustam-se, mas em seu intimo conservam a fé inabalável de que a vida pode ser cada vez melhor. Estas pessoas conhecem a linguagem dos sinais, escutam o som do silêncio e se permitem deixar auxiliar por seus Anjos-da-Guarda nas mais diversas tarefas do dia-a-dia, fazendo dos Anjos seus guardiães, amigos e conselheiros para todas as horas. Não se importam se são chamadas de loucas e muitos menos de parecer infantis. Porque a aparente infantilidade nada mais é do que a manifestação de suas Crianças interiores, as quais elas não mataram com o passar dos anos, e através das quais elas podem enxergar cada dia que começa com um novo colorido, mesmo já estando em idade avançada. Este tipo de visão faz com que os Milagres sejam algo natural e corriqueiro nas vidas destas pessoas de Fé inquebrantável, que deixam a vida fluir dia-após-dia, sem premeditarem coisa alguma. Pois para elas o importante é se abrirem para a Vontade de alguém muito maior do que nós e permitirem que esta Divina vontade se cumpra através de pensamentos, palavras e ações, convertendo-se estas pessoas em verdadeiros canais de Luz, Vida e Amor, iluminando toda a existência ao seu redor.
 
Como terceiro e último caminho disponível para o Louco temos o ‘’Caminho da Reflexão’’, que provavelmente é o caminho com o qual as pessoas mais se deparam de tempos em tempos.
 
No caminho da Reflexão, o Louco no instante em que for dar o derradeiro passo que o fará cair no abismo, subitamente será acometido por um ‘’insight’’, quem sabe advindo da consciência Cósmica, causado pelo cão, que representa como já vimos, o ultimo resquício de consciência objetiva que o prende á Terra. Neste momento ele cairá em si, e olhando ao redor começará a compreender o quão perto esteve de perpetuar uma queda que talvez neste especifico momento de sua vida fosse desastrosa e começará a se questionar no sentido de tentar estender o que o levou á beira daquele abismo.
 
Neste processo de questionamento, como precisa estar só, ele arremessará o cachorro abismo abaixo, por representar este animal no contexto deste arcano as preocupações de âmbito objetivo, e somente então atentará para uma importante peça componente de sua bufônica figura, que é justamente a sacola que ele até bem pouco tempo carregava no ombro.
 
A sacola representa o nosso inconsciente, onde ocultam-se os nossos ilimitados potenciais mas também os nossos inúmeros medos, incertezas e inseguranças, que muitas vezes foram colocadas em nossas mentes por aqueles que nos rodeiam em nosso dia-a-dia, principalmente quando não lutamos para manter a nossa individualidade pura e livre de influências exteriores advindas de pessoas e situações adversas. Depois de algum tempo  nos deixando poluir a nível mental por falsas idéias, medos ilusórios, preconceitos sem sentido e uma visão distorcida da realidade, ficamos realmente com a ‘’ Sacola Cheia’’, tendo o nosso inconsciente tomado por idéias mais das outras pessoas do que de nossas próprias convicções. E quando temos que decidir, executar ou opinar com relação a alguma situação ou tarefa a executar sentimo-nos inseguros, indefesos e sem potencial para perpetuar a realização de qualquer assunto, principalmente aqueles que mais nos apetecem, pois já estamos condicionados a resolver primeiro os interesses dos outros e depois os nossos próprios interesses e ideais. 

 
Depois de um certo tempo vivendo assim, esta situação torna-se desgastante  e inaceitável, e quando menos esperamos estamos prestes a tropeçar fatalmente, caindo dolorosamente na vida por falta de mais manifestação de vontade própria.
 
Quando se estabelece o quadro mencionado no parágrafo acima, a única coisa que nos resta a fazer é tomar a nossa Sacola (inconsciente/ subconsciente) e esvaziá-la de tudo aquilo que não nos serve mais como crenças, ou convicções internas errôneas. Feita esta limpeza, naturalmente sairemos mais leves e aí, através de uma profunda introspecção, procuraremos analisar o que nos fez chegar á beira do abismo. Depois disso analisado, concluído e abençoado, - sempre digo que devemos abençoar também os nossos problemas, por eles serem os degraus através dos quais nos elevamos cada vez mais em direção á Luz... – aí sim, com convicções próprias á respeito de nossa vida e de nós mesmos, retornamos correndo para o abismo, para saltar para uma existência completamente nova, perpetuando assim o ‘’ Caminho do Abismo’’, ou para nos elevar até os nossos ideais, tendo compreendido a importância de ativar os elementos que compõem o ‘’Caminho da Fé’’, mesmo em períodos de crise.

Concluindo, seria interessante dizer que todos nós independente de classe social, nível cultural, ou tendência religiosa a qual estivermos integrados, estamos sempre em nossas vidas dentro ou prontos a embarcar em algum dos três caminhos citados neste arcano. Seja porque queremos dar um salto para o novo estando cansados dos velhos e limitados caminhos e padrões, ou porque sentimos a necessidade de através da fé confiar mais em nós mesmos e partir em direção aos nossos almejados ideais e aspirações, ou ainda porque sentimos no âmago de nosso ser a necessidade de uma boa introspecção, a fim de que passada esta fase de recolhimento, possamos novamente recolocar nossas vidas em ordem. Não importando os motivos que nos remetem a percorrer um dos três caminhos do Louco, o que importa com a saída deste arcano é realmente colocarmo-nos em movimento de algum modo, pois é somente desta maneira que os nossos inúmeros potenciais criativos se manifestam para fora de nós, surgindo como consequência novos caminhos e oportunidades onde possamos coloca-los á prova e novamente como Loucos iluminados, experimentar a maravilhosa experiência de mergulhar na Vida sem medo de ser feliz.

O Caminho na árvore da vida (cabala).

REFERÊNCIA DE ESTUDO:
__________________________________
 
Segredos do Eterno. Alexandre José Garzeri
O TarotCabalístico - um manual de filosofia Mística. Robert Wang
IMAGENS E DECKS (fotos)
TAROT NAMUR
SMITH-WAITE
SOPRAFINO TAROT
PICTORIAL KEY TAROT
MARSELHA
LEONARDO DA VINCI TAROT



Fraternalmente,
Paz e Luz 


 

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